Como construímos a nossa melhor versão

Compreenda como construir a sua melhor versão inspirada pelas heroínas da infância e pela busca constante de autoconhecimento e equilíbrio.
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Uma frase muito comum estampada em muitos meios diz: “Viva a sua melhor versão”. E essa frase me levou a um questionamento. Como eu tenho construído a minha melhor versão. E você já se fez essa pergunta? Como é a sua melhor versão? Leia o texto e veja em que você se identifica.

Viva a sua melhor versão. Essa é uma frase recorrente em muitos posts, anúncios e camiseta. Até eu tenho uma camiseta com essa frase. Mas de repente comecei a me questionar sobre qual seria a minha melhor versão.

Quando jovens tínhamos tantos planos e sonhos que no decorrer do caminho formam se perdendo. Acredito que algo em comum com muitas de nós era buscar alguma referência nas heroínas do momento. Mas, o que isso tem haver com que nos tornamos hoje?

Os heróis e heroínas vividos em nossa infância nos mostram muito de nossos desejos e sonhos que de certa forma estavam no nosso inconsciente. A nossa afinidade está relacionada com aqueles os quais nossas vidas, de forma consciente ou inconsciente venham a se assemelhar.

Nossos desejos, nossos sonhos e de forma muito subliminar talvez nossa realidade.

A minha infância foi marcada pela presença de heroínas. Mulheres fortes, independentes e até mágicas. Dentre elas Mulher Maravilha e Poderosa Isis. Quem nunca sonhou em ter super poderes. Um laço mágico, um jato invisível, o poder de controlar os elementos do universo. E até como Branca de Neve, ter ajuda dos animais para as tarefas da casa. E também um grande amor. Na infância, passava horas divagando como seria a vida assim.

Fugir da realidade e imaginar a vida no mundo da fantasia.

Mas um dia a vida adulta chega, e com ela percebemos que esse negócio de crescer não é tão fácil assim. A fantasia dá lugar a realidade. Mas se buscarmos naqueles personagens que gostávamos o que eles podem nos mostrar hoje?

Aquelas mulheres me inspiraram a buscar o melhor de mim, mas sempre com um olhar para o outro. Elas eram heroínas porque buscavam ser justas, solidárias e independentes, mas ao mesmo tempo companheiras.

Elas eram mulheres comuns que se transformavam com super poderes. Essas mulheres somos eu, você, e esses super poderes estão dentro de cada uma, basta buscar e usar. Na infância, eu achava que esses poderes eram algo externo, mas hoje percebo que são internos e quem os controla sou eu. Não é sobre fazer tudo sozinha e dar conta de “salvar o mundo”, mas sim, usar os poderes da: justiça, da verdade e do amor, fazer a diferença na própria vida e na vida do outro.

Quanto ao “viveram feliz para sempre”, o sempre é um dia após o outro onde se constrói a felicidade. Dias bons, dias ruins, mas sempre sem perder a inocência, a fantasia e o sonho. Porque às vezes querer ser uma “Mulher Maravilha”, pode nos tornar inatingíveis, mas o que importa é como diz a poetisa Cáh Morandi:

“Já não quero ser grande, forte, inatingível.

quero ser, por hora, de um tamanho que

eu ainda me reconheça, que ainda saiba

me encontrar no passado ou um dia no futuro.

Quero ser humana, quero ser carne e osso,

quero sentir, quero tocar… quero poder

ser isso que sou na medida qualquer do tempo,

estar sempre pronta a me recompor das tempestades,

Não devo estar tão errada…

Há tanta água no oceano que se deixa evaporar

pelo único prazer de voltar a ser uma gota de chuva.”

E assim vamos vivendo a melhor versão de nós mesmas, num processo que se constrói a cada dia.

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Juliema Trein

Sou terapeuta integrativa apaixonada por auxiliar mulheres em sua jornada de autodescoberta e reconexão com sua essência. Minha abordagem terapêutica visa guiar cada indivíduo em um processo de exploração profunda de sua verdadeira identidade, auxiliando-as a desvendar camadas internas e a se reconectar com seu propósito no mundo.

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